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Produtores ucranianos visitam sede do IAC para conhecer trabalho de pesquisa sobre feijão carioca

 

 
Um grupo de produtores de grãos da Ucrânia em visita ao Brasil para conhecer tecnologias e avaliar a possibilidade de novos mercados esteve no Instituto Agronômico (IAC), em Campinas, em 7 de fevereiro de 2017, para conhecer o feijão carioca desenvolvido pelo IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O Instituto foi a única instituição de pesquisa científica visitada pelos ucranianos, pertencentes ao grupo chamado Fruktovyi Svit & Agrolider, que reúne produtores e empacotadores de grãos. Os visitantes foram recebidos pelo diretor-geral do IAC, Sérgio Augusto Morais Carbonell, que também é pesquisador de feijão, e Alisson Fernando Chiorato, outro pesquisador da cultura.
Para Carbonell, o contato é importante para viabilizar uma possível transferência de tecnologia, considerando que o Brasil participa pouco do mercado mundial de feijão porque ninguém consome o tipo carioca fora do território brasileiro. “Se o IAC colocar o carioca em outros mercados, abrirá a possibilidade de exportá-lo para outros centros”, diz. O Brasil é o maior produtor e consumidor de feijão do mundo e o carioca representa 85% do total, o restante envolve o feijão preto e outros. O feijoeiro ocupa 3.300 mil hectares no país.
O grupo Fruktovyi Svit & Agrolider detém 50% do mercado no Leste Europeu, o que o torna líder naquela região. A produção deles ocupa uma área de 79 mil hectares, sendo 4 mil destinados ao cultivo orgânico, irrigados por 20 pivôs. Além de feijão, incluindo o preto, o vermelho, chamado Small Red, e o branco, chamado Navy Bean, por ser enlatado e consumido em navios de guerra, o grupo também produz ervilha, lentilha, sementes de girassol e de mostarda. O grupo é o segundo maior exportador de sementes de mostarda para a União Europeia.
            Além de visitar o IAC, os ucranianos participaram de evento sobre o feijoeiro em Cristalina, região de Goiás onde há 100 mil hectares da cultura, cobertos por 100 pivôs. Os números ressaltam a diferença nas dimensões entre as lavouras ucranianas e brasileiras. O grupo esteve também em Brasília. O objetivo é fazer um tratado fitossanitário entre a Ucrânia e o Brasil, a exemplo do que já fizeram com a Guatemala. A pretensão é cultivar feijão do tipo carioca e preto para exportar para a Europa.
Na Ucrânia, o mercado para essa leguminosa é pequeno e o grupo tem trabalhado para ampliar esse espaço. Segundo os visitantes, comparado com o da China e o do Canadá, o feijão ucraniano tem sabor melhor, em razão do tipo de solo local, que é bastante escuro.
Segundo Carbonell, ao levar o carioca para outras fronteiras, em um momento de grande safra interna, haveria a possibilidade de exportar os grãos e evitar a queda de preço por conta do volume excessivo. “Por isso a visita é uma oportunidade para todos”, avalia. Para avaliação inicial e teste de mercado, o grupo ucraniano adquiriu 25 toneladas de sementes para semeadura imediata. “Nosso parceiro e produtor de sementes IAC de feijoeiro, Sementes Aliança de Cristalina, em Goiás, está formalizando esta transferência”, comenta Carbonell.
Os ucranianos estiveram na sede do IAC e na Fazenda Santa Elisa, do Instituto, onde puderam ver a Unidade Básica de Sementes e o tratamento e beneficiamento de sementes genéticas.
Para o secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim, o interesse internacional pelos materiais do IAC é uma constatação da qualidade da pesquisa paulista. “A transferência das tecnologias é uma ação que fortalece o agronegócio interno, como recomenda o governador Geraldo Alckmin”, diz.
Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de imprensa – IAC 

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