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IAC lança amendoim com características que atendem às necessidades de agricultores e indústria

 

 
O período de festas juninas se aproxima e o Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lança mais uma cultivar de amendoim, queridinho da indústria de confeitos e da população brasileira. A cultivar IAC OL5 será lançada durante a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), que ocorre de 1º a 5 de maio de 2017, em Ribeirão Preto, interior paulista. A cultivar OL5 é alto oleico, com grãos que possuem de 70% a 80% de ácido oleico, característica que garante maior tempo de prateleira ao produto, sem perder o sabor. Essas características têm grande relevância, sobretudo, porque 80% da produção de amendoim são destinados para a indústria de confeitaria. “Este índice é alto, comparado aos amendoins tradicionais, que têm cerca de 40% a 50% desse ácido”, diz o pesquisador do IAC, Ignácio José de Godoy. Ele explica que as indústrias buscam materiais que proporcionem maior durabilidade dos produtos.
Para o consumidor, há ainda uma vantagem nutricional: o ácido oleico contribui para reduzir a taxa de triglicérides e aumentar o bom colesterol.
Segundo Godoy, a cultivar IAC OL5 está sendo lançada como uma nova opção aos produtores porque associa o ciclo mais curto com uma relativa resistência a doenças. A cultivar apresentou adequação para um período de cultivo inferior a 130 dias, característica desejável para adoção em áreas de renovação de canavial.
A IAC OL5 foi exposta ao vírus Tomato Spotted Wilt Virus, em testes realizados na em região de Tifton, no Estado da Geórgia, nos Estados Unidos, onde há alta incidência desse vírus. “O resultado apontou que a cultivar é moderadamente resistente”, afirma. Segundo o pesquisador, no Estado americano, a incidência desse vírus é alta e traz altos danos econômicos ao cultivo de amendoim. “Nas lavouras paulistas, a incidência tem sido moderada, mas também causa prejuízos à cultura”, diz.
Com alta produtividade, que fica acima de 6.000 quilos, por hectare, em casca, as cultivares IAC representam 60% da produção paulista de amendoim. O Estado de São Paulo produz 400 mil toneladas do produto em casca, o que representa 90% do volume nacional.
 
Cultivares IAC têm adaptação a diversos ambientes
Durante a Agrishow também serão expostas outras quatro cultivares de amendoim desenvolvidas pelo Instituto Agronômico — a IAC OL 3, IAC OL 4, IAC 505 e IAC 503, cujas sementes vêm sendo transferidas ao setor, em parceria com empresas produtoras de sementes que apoiam o Programa IAC de Amendoim. “As diferenças entre essas cultivares estão principalmente na adaptabilidade a diferentes ambientes”, destaca o pesquisador do IAC. No conjunto, elas podem atender diversas regiões de cultivo, adequando-se à necessidade local — por exemplo, para renovação de canaviais ou para se adequar ao estresse hídrico.
A IAC OL3 e a IAC OL4 foram desenvolvidas para regiões onde os produtores precisam de cultivares de ciclo mais curto, como é o caso das áreas onde a oleaginosa é plantada nos intervalos de renovação da cana-de-açúcar. “Nesses locais, este período não deve exceder 130 dias para não atrapalhar o próximo plantio da cana. Essas cultivares IAC atingem a maturação entre 125 e 130 dias”, explica.
A IAC 503 e a IAC 505 estão tendo ampla aceitação entre os produtores porque, além de possuírem moderada resistência a doenças foliares, apresentam relativa tolerância à seca. “Ambas são de ciclo longo, superior a 130 dias, e são recomendadas para regiões onde a duração do ciclo não seja limitante para o seu cultivo, especialmente em áreas com maior propensão para estresse hídrico”, completa o pesquisador.
O amendoim é uma planta típica de clima quente, como as regiões Meio Norte e Oeste do Estado de São Paulo e plenamente adaptada à rotação com a cana nessas localidades. Segundo Godoy, o amendoim é autossuficiente em nitrogênio, enriquecendo o solo com este elemento e outros nutrientes, por meio da palhada, favorecendo a canavicultura. “Além disso, o amendoim é tolerante a nematoides e ajuda a diminuir a incidência nas áreas com a cultura”, afirma.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, as pesquisas do IAC buscam atender todos os setores da sociedade. “O IAC procura atender demandas não só dos produtores e consumidores, mas também da indústria. Esta é uma recomendação do governador Geraldo Alckmin”, diz.
 
Textos: Assessoria de Imprensa IAC
Carla Gomes (MTb 28156) e Mônica Galdino (47045)
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Contato na Feira: Fernanda Domiciano – Assessora de Imprensa APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) – 19-99269-9138

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